Segunda-feira, 31 de Maio de 2021

Um abraço apertado (2014-09-29)

 

 

Lá estava, não me esqueci,

hoje foi dia de te ir buscar,

hoje foi dia de me ajoelhar,

sabes?

Não me ajoelho para toda a gente,

raramente o faço,

mas hoje,

hoje até me arrastaria se fosse preciso e se daí

conseguisse o que sempre espero,

um abraço, apertadinho,

bem junto ao coração como só tu me sabes dar.

Hoje foi o dia do abraço,

pelo menos para mim.


publicado por canetadapoesia às 21:42
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Domingo, 30 de Maio de 2021

Vozes no ar (2014-10-08)

 

 

Há vozes no ar, nem sei porquê,

Mas há vozes no ar.

Penetram-me o cérebro,

Vasculham-me as ideias,

Dão-me a volta à cabeça,

Deixam-me baralhado.

Tento em vão detê-las,

Impedi-las de me manietarem,

E não consigo.

Não consigo apagar as vozes do céu.


publicado por canetadapoesia às 22:30
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Sábado, 29 de Maio de 2021

No olhar (2014-10-08)

 

No olhar distante,

se encontra a saudade

de quem muito já andou

pelos caminhos da vida,

que se estreitam no ocaso

de uma rica existência,

quase abandono,

de uma vida cansada

de luta constante,

de desaires e vitórias,

de uma vida.


publicado por canetadapoesia às 23:12
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Sexta-feira, 28 de Maio de 2021

Ressequido (2014-10-08)

 

 

Por dentro já pouco tinha,

estava ressequido pelas agruras da vida.

Por fora, a carcaça, mantinha

ainda algum fulgor desta partida.

 

A alma ia entristecida,

doía-lhe no corpo.

Já próximo da partida

ainda levanta o copo.

 

Já não brinda à vida,

que essa, já quase é passado.

Mas mantém a postura altiva,

de quem está há muito desterrado.


publicado por canetadapoesia às 23:12
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2021

Do alto do teu voo (2014-10-09)

 

 

Aí de cima, sim bem do alto,

diz-me o que vês e eu não posso alcançar.

Conta-me das novidades que descobres quando voas.

Fala-me das verdades que já nem consigo procurar.

Não, não me contes das desgraças,

que essas,

mesmo não querendo,

as tenho sob os olhos.

Só quero as notícias boas,

as que apontam para o futuro,

as que mostram que a esperança não é uma palavra vã.


publicado por canetadapoesia às 21:21
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Quarta-feira, 26 de Maio de 2021

Retracção (2014-09-30)

 

 

Fechava-se frequentemente,

duvidando das suas capacidades,

não sabia, não tinha a certeza.

Retraia-se,

sempre que a incerteza se instalava,

mais ainda,

quando a certeza lhe desaparecia do cérebro.

No seu lugar o vácuo,

um buraco que de tão fundo,

de negro se pintava.


publicado por canetadapoesia às 21:43
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Terça-feira, 25 de Maio de 2021

Agrupamento (2014-09-30)

 

 

Juntaram-se em grupos,

estudaram o tema,

discutiram entre si,

apresentaram-no à turma.

Envergonhados uns,

discretos outros,

mais eufóricos os restantes,

lá foram falando.

Debitaram ideias,

explanaram conclusões,

no fim,

um dia de aula integral,

com alguma aprendizagem,

para além da teoria.


publicado por canetadapoesia às 22:56
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Segunda-feira, 24 de Maio de 2021

Dormir mal (2014-09-30)

 

 

Volta para aqui,

volta para ali,

e o sono sem aparecer.

Preocupações com a vida

tiram o sono a qualquer um.

A exaustão acaba por vencer

e as pálpebras fecham-se,

inexoravelmente,

sobre as preocupações da vida.

O que for soará,

fica como último pensamento,

e amanhã, quem sabe,

outro dia brilhará.


publicado por canetadapoesia às 21:15
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Domingo, 23 de Maio de 2021

O clarear do dia (2014-10-02)

 

 

Vi o dia clarear o que não seria anormal

se não fosse o fruto de uma noite em claro.

De um momento para o outro,

o fundo escuro da noite,

apresenta uma claridade espantosa,

brilhante, potenciadora de um novo dia.

Vi o clarear do dia e a esperança a renovar-se.


publicado por canetadapoesia às 23:21
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Sábado, 22 de Maio de 2021

Prateleiras imagináveis (2014)

 

 

Amontoam-se ou simplesmente se juntam,

nas prateleiras da vida se vão arrumando

e por ali se vão arrastando,

sem que o seu horizonte possa albergar

uma qualquer visão paradisíaca.

Prateleiras imaginárias,

que guardam vidas,

almas viajantes das estradas do universo,

que as aglomeram em meros momentos

de vidas sem tempo, sem futuro,

vidas emprateleiradas em vida.


publicado por canetadapoesia às 21:05
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