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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

05
Jul21

Um café (2014-08-08)


canetadapoesia

 

 

Do café pousado no balcão

saía o fumo do teu prazer

seguraste-o com ambas as mãos

quase um abraço

quase uma carícia

lentamente o levaste à boca

e sorveste-o com prazer desusado.

Ao fecharem-se os olhos imperceptivelmente

como que senti o bater de asas da borboleta

assim bateram tuas pestanas

e no final o teu incontido Ahhhh!

denunciava todo o esplendor desse pequeno prazer.

Pousaste a chávena

com o mesmo cuidado que tiveste ao levantá-la

por uns segundos mantiveste o abraço

olhaste para mim e sorriste

retribui com o mesmo prazer

mas pensamentos diversos, não confessáveis.

04
Jul21

Pelo meu baço olhar (2014-09-16)


canetadapoesia

 

 

Através do meu baço olhar

carcomido pela lonjura da idade

aprecio as vossas brincadeiras

adoro as vossas diabruras

e vejo-vos crescer rapidamente.

 

Sempre curiosas

sempre atentas a tudo que vos rodeia

e perguntam: que é isso?

E ao responder-vos, parece-me que entendem

tudo o que vos digo e até, em certas alturas,

acrescentam qualquer coisinha.

 

Crescem muito depressa

mais depressa do que eu queria

mas a vida corre-vos nas veias

a velocidades futuras

que as actuais não compreendem.

02
Jul21

A ambição (2014-08-25)


canetadapoesia

 

 

O que me mostras não me serve,

a ambição por ambição nada tem de nobreza,

e quando serve somente os nossos propósitos,

ainda mais vil se torna, mais hedionda,

porque os seus fins não se destinam a causas mais elevadas,

que o simples possuir, ter bens materiais.

 

Nada disso leva a um final humanamente aceitável,

por isso não a quero, não a ambiciono,

o que procuro é outra coisa mais simples,

algo que não se mede em valores fiduciários,

algo que me leve a aceder ao supremo valor de um ser humano.

 

O que procuro, o que pretendo é mais terreno,

quero encontrar o caminho para a felicidade,

e quero fazê-lo sem pesos na consciência,

sem usar nem pisar ninguém,

quero ser feliz na minha ambiciosa pequenez.

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