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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

15
Nov21

Uma brisazinha (2014-10-06)


canetadapoesia

 

 

Manhã cedo e já corre,

porque entre as folhagens,

bate no rosto e resvala,

pelo corpo se atravessa.

Sente-se já,

como anunciando o início

de uma época de parco calor,

e o sabor dos lençóis,

quentes e apelativos,

vêm-nos à memória

à medida que esta brisazinha,

nos cerca e açoita.

Que bem nos sabe o calor,

que dos lençóis,

nos enche a alma

que o corpo adormece.

14
Nov21

O resto do fim (2014-10-04)


canetadapoesia

 

 

Do que resta de antanho,

aquilo que significava,

o cimento das organizações

que se prezavam de o ser,

pela honra que acrescia

a quem delas fazia vida,

e delas retirava sustento,

além de tantos outros sustentos,

que nela faziam carreira,

de uma vida cheia de símbolos,

que a vida enchia de significados e,

para além de tudo isso,

acumulava de afectos e conjuntos de alegrias

compostos de amores e carinhos,

que se juntavam e aglomeravam,

em torno destes significados.

Vestir a camisola da empresa,

coisas do passado, tristezas do futuro.

12
Nov21

Depois do choque (2014-10-01)


canetadapoesia

 

 

Fica-se quase em transe,

sente-se o vazio e, nas mãos,

um punhado de nada,

uma impossibilidade de pensar,

analisar, esclarecer e no fundo,

raciocinar com clareza.

Depois do choque fica um buraco,

e em suspensão, sem rede,

sobre a imensa descida,

está o corpo, um corpo, uma mente,

que se revolvem em luta interna,

aguentar, resistir ou abandonar a arena e,

deixar-se pairar sobre o abismo,

aguardar a queda amparado,

por angélicas asas,

que nos guiarão ao paraíso.

 

Fica-se quase em transe,

sente-se o vazio e, nas mãos,

um punhado de nada,

uma impossibilidade de pensar,

analisar, esclarecer e no fundo,

raciocinar com clareza.

Depois do choque fica um buraco,

e em suspensão, sem rede,

sobre a imensa descida,

está o corpo, um corpo, uma mente,

que se revolvem em luta interna,

aguentar, resistir ou abandonar a arena e,

deixar-se pairar sobre o abismo,

aguardar a queda amparado,

por angélicas asas,

que nos guiarão ao paraíso.

11
Nov21

Vazio (2014-09-29)


canetadapoesia

 

 

De repente, em segundos,

enquanto se queima um fósforo,

fica-se vazio,

por fora e por dentro.

E sem sentir o que quer que seja,

vazios caminhamos

de encontro ao absurdo que se nos apresenta,

e a questão que nos ocorre,

porquê eu, porquê agora, porquê?

Na resposta, o eco da vida,

o tempo é o limite,

e o limite tem de ser limitado.

09
Nov21

Pianíssimo (2014-09-05)


canetadapoesia

 

 

Baixava já a dureza dos seus raios,

o calor já não tinha a mesma intensidade,

o sol baixava no horizonte, mas,

a água calma e temperada que fora,

borbulhava do prazer a quem o dava,

quente, translúcida e tão prateada,

que se diria acabada de arear.

Pianíssimo.

Assim me surgiu nos lábios,

a palavra que explicaria tudo o que,

tão esplendoroso dia comportava.

Um dia pianíssimo.

08
Nov21

Da fome (2014-09-03)


canetadapoesia

 

 

Muito se poderia falar da fome,

tanta coisa se poderia dizer,

mas por favor,

não me venhas teorizar sobre ela,

não me ensines nem expliques o que significa,

podes até ser formado em fome,

conhecer os seus meandros, as suas origens,

as necessidades e desventuras,

de quem por ela passa e,

só a pulso dela se afasta.

Desde já te digo que,

estás a querer ensinar a matéria a um catedrático,

que por ela passou e a viu diante dos olhos,

com ela conviveu diariamente,

que vê agora o seu retorno inexplicável,

a um mundo que já não devia admiti-la.

07
Nov21

Gostaria (2014-09-01)


canetadapoesia

 

 

Gostaria de vos escrever a mais bela poesia,

encerrar-vos nas palavras doces

do mel que só a poesia produz.

 

Gostaria de vos abraçar por essa poesia

de cada vez que abrisse o livro e

por cada palavra que dele bebesse.

 

Gostaria de acompanhar eternamente,

pelo menos enquanto durasse,

o encantamento do vosso crescimento.

 

Gostaria tanto, de tanta coisa,

que me limito a gostar da vida

que me permite gostar de vós e

nestes gostos me prolongo

para além de toda a eternidade.

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