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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

29
Dez13

Quatro paredes e uma nesga de céu


canetadapoesia

 

Da secretária onde me sento,

vou escrevendo o que pela cabeça me perpassa,

e de quando em vez,

levanto a cabeça, fixo os olhos na distância,

através da janela envidraçada,

que abre ao mundo estas quatro paredes,

e mais à frente sinto o azul de um céu que,

ora desaba em fortes bátegas de água,

ora transparece de uma luminosidade de espanto.

Este é o céu desta Lisboa que aprendi a amar,

de que passei a gostar como se dela nunca me tivesse separado,

e que será, sem dúvida, o tecto que me albergará,

para a eternidade que me espera.

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