Segunda-feira, 12 de Abril de 2021

Saudades (2013)

 

 

Tenho tantas, de tantas coisas,

passageiras em alguns momentos,

mas palavra pesada pelo que traz consigo,

saudades eu sinto de coisas passadas,

dos tempos idos sem retorno,

mas saudades, saudades a sério,

daquelas que não nos largam a mente,

que nos apertam o coração,

nos inundam os olhos,

põem a alma a latejar,

dessas só tenho uma, imensa,

tão grande e inesquecível,

que uma vida não abarca em anos passados,

saudades de quem me deu a vida,

saudades intermináveis de meu pai.


publicado por canetadapoesia às 21:19
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Domingo, 11 de Abril de 2021

Nada de nada (2013)

 

 

Não tenho nada de meu,

nada tenho em meu nome, nada que me faça proprietário,

excepto a alma que é livre e não tem dono,

vive-me no peito e embeleza-me a vida.

Nada tenho de meu,

excepto a vontade de amar quem quero amar,

gostar de quem gosto e ser amigo dos amigos.

Nada tenho em meu nome,

nada possuo de meu nem tenho posse de coisas,

excepto o corpo que me alberga enquanto alma,

circula por aí sem dono, sem freio,

só amor, só prazer de viver e amar,

princesas e rainhas, num conjunto harmonioso,

que vive no meu coração e para além disso,

não tenho nada de nada, nem bens nem posses.

Excepto, a vida que nem é minha, mas utilizo e

procuro fazê-lo no estrito cumprimento do prazer

que sinto em vivê-la rodeado dos meus amores.


publicado por canetadapoesia às 22:51
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Sábado, 10 de Abril de 2021

Atravessei o oceano (2013)

 

 

Não, não queria, mas fui forçado,

pela força bruta da boçalidade

incapaz de entender as diferenças,

pela força bruta da inveja que se queria apossar

de tudo o que de bom existia, sem olhar a meios e,

com as inverosímeis ajudas, de quem trai sem ter consciência.

Atravessei o oceano, vim de avião,

deixei plantada nas costas de praias douradas

a infância de uma vida, a vida de um amor,

a terra dos meus sonhos ficou em terra,

e eu vim de avião, forçado e empurrado.

Pelo esquecimento a que me impus,

larguei as areias grossas onde as ondas adormeciam,

abraçadas à terra que foi sonho de meninos

que outra não conheciam e que, forçados cresceram lá longe,

fora dos seus terreiros de brincadeira,

sem os amigos que ainda hoje, apesar de tudo,

continuam a morar no coração que quer esquecer e não consegue.


publicado por canetadapoesia às 21:44
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Sexta-feira, 9 de Abril de 2021

Cheira bem, cheira a madrugada

 

 

Entra-me pelas narinas e sinto-o.

cheira bem, cheira mesmo a madrugada,

um aroma frutado à mistura com a terra que vai secando,

um cheiro a fim de dia, a noite,

abrindo ares encobertos do dia que acaba,

para que a madrugada se pareça mais ao éden,

o paraíso que procuramos em cada noite,

que nos traz os alvores da descoberta

de novos dias de esperança,

cheira a madrugada e sinto-a na alma.


publicado por canetadapoesia às 22:47
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Quinta-feira, 8 de Abril de 2021

Passa por mim veloz (2013)

 

 

Na imensa planície sinto-o vibrante,

passa por mim veloz,

assobia-me aos ouvidos,

traz-me novas, de longe,

traz-me tristezas sem fim.

Queria ouvir outras notícias,

mas o vento, que é veloz no seu caminhar,

passa por mim e nada diz

daquilo que queria ouvir,

novas, deste País, notícias que me animassem,

vejo o vento zurzir-me ao ouvido

na sua passagem veloz,

que o que eu quero é utópico,

não é viável e nem sequer é pensável.

Passa por mim tão veloz,

que já nem o quero ouvir.


publicado por canetadapoesia às 23:39
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Quarta-feira, 7 de Abril de 2021

Das paixões e outras coisas (2013)

 

 

Muito se fala e tanto se comenta,

de paixões, é claro, que outra coisa poderia ser,

nenhuma outra teria tão elevado estatuto,

nem mereceria discussão,

ou a atenção que lhe devotamos.

Paixões!

São o que nos motivam,

não têm necessariamente de ser carnais,

são momentos de vislumbre,

daquilo que nos atrai e de que gostamos,

são o encontro do eu que o espelho remete,

quantas vezes o tu que nesse reflexo vem,

e a paixão, que nem tem de ser do corpo,

a realidade da sombra que amamos.


publicado por canetadapoesia às 23:01
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Terça-feira, 6 de Abril de 2021

O peso

 

 

Cai-me em cima com uma força demolidora,

verga-me a vontade e destrói-me as intenções,

é grande e tem um peso demasiado,

cansa-me a alma arrastando-me pelas ruas da amargura,

estou cansado e nem sei porquê.

O peso que sinto não tem explicação,

pelo menos na lógica que procuro,

mas pesa, demasiado, acabrunha-me,

e ao retirar-me as vontades,

prostra-me, esvazia-me, amachuca-me.


publicado por canetadapoesia às 22:21
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Dois trevos da sorte (2013)

Para os meus filhos que também têm o seu dia.

 

São dois trevos da sorte,

e que sorte eu tenho

em ter estes dois trevos da sorte,

e se um é mais calculista e

dos números e da técnica faz a sua vida,

já o outro, muito mais espírito que matéria,

se decidiu pela força da alma e pela sensibilidade

que só os artistas possuem.

E destes dois trevos eu guardo na memória

momentos inesquecíveis de amor e carinho,

deles retiro toda a sorte que um trevo de quatro folhas possui.

Dois amores, duas paixões, dois filhos,

dois trevos de quatro folhas.


publicado por canetadapoesia às 00:05
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Segunda-feira, 5 de Abril de 2021

Na tua pele (2013)

 

 

Tinhas gravados na pele

os cheiros a maresias enroladas em espuma,

nos olhos as chamas vibrantes

de esmeraldas marinhas,

pelo teu corpo grassavam livremente

as ondas serenas dos oceanos do mundo,

eu navegando sobre elas,

amainava velas sulcando as calemas

destes revoltosos mares da vida,

em busca do teu seguro cais,

onde meu desejo sempre encontra

o porto que me abriga da tempestade.


publicado por canetadapoesia às 23:09
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Domingo, 4 de Abril de 2021

De mão dada (2013)

 

 

Deambulas pela multidão

alegre e sorridente,

com a esperança no olhar

de quem espera o futuro

que em Abril renasceu,

do horizonte que desfrutas,

em teu olhar vislumbro

a incerteza do porvir,

que um passado escreveu.

E sonhas, sorris à esperança

que não pode soçobrar

às portas do castelo

que com amor construíste.


publicado por canetadapoesia às 22:52
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