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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

05
Dez21

Banco de jardim (2014-10-21)


canetadapoesia

 

 

Numa pausa, para almoço,

que se quer rápido e leve,

para aproveitar a sombra

que da árvore nos cai e,

sobre o banco do jardim se derrama.

Cruzam-se sons,

conversas indistintas e,

soam tão distantes que não damos conta

do seu teor à nossa volta.

Sons distantes,

que nos chegam difusos,

que ignoramos,

apesar de estarem mesmo ao lado,

de ouvidos que não se interessam

pelas conversas do banco ao lado,

pelos sons do mundo que nos inundam.

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