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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

23
Ago15

Banco de jardim (2014-10-21)


canetadapoesia

 

Numa pausa, para almoço,
que se quer rápido e leve,
para aproveitar a sombra,
que da árvore nos cai e,
sobre o banco do jardim se derrama.
Cruzam-se sons,
conversas indistintas e,
soam tão distantes que não damos conta,
do seu teor à nossa volta.
Sons distantes,
que nos chegam difusos,
que ignoramos,
apesar de estarem mesmo ao lado,
de ouvidos que não se interessam,
pelas conversas do banco ao lado,
pelos sons do mundo que nos inundam.

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