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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

24
Jun15

Chamada ao vento (2015-06-22)


canetadapoesia



Sinto-o em mim,

afaga-me o rosto,

envolve-me o corpo,

num frémito me percorre,

e chamo ao vento.

Sem outra resposta que um silvo

sibilante na sua passagem por mim.

Já não espero que me respondas,

nem sei se o queres ou podes fazer,

mas eu contínuo esperançoso,

e chamo ao vento, já mais baixinho,

para que não se perca

nesta voragem que é a tua correria.

Ínsito e repito sem resultado,

Não me ouves, não me sentes,

E chamo ao vento, continuamente,

sem que ele me traga novas,

sem que ele te traga para mim.

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