25
Dez20
Por uma fresta (2013)
canetadapoesia
Mal fechada, pensei,
entre o sonolento do acordar inesperado,
por uma coisa tão insignificante,
uma fresta, pequenina e quase invisível,
ainda assim entrava a rodos,
enchia-me a cama,
acertava-me nos olhos.
Meio abertos os olhos, viro-me para o local,
nada mais vejo que um ponto de luz,
tão pequeno como intenso e direccionado,
no seu rasto ficava um cone de calor e luz
e ao alargar, chegava-me a todo o corpo,
aconchegava-me o calor por sobre a coberta,
acordava-me invariavelmente à mesma hora,
e eu sabia que o dia era de sol e calor, de verão.
