Vizinhos (2015-05-26)
canetadapoesia
Este é outro dos dias,
daqueles que cantam em grandiosas
manifestações de um regozijo,
temporário, passageiro e, quiçá, volátil o suficiente,
para logo, no dia seguinte, se esquecerem.
Vizinhos somos todos,
mais ou menos vizinhos,
uns de mais perto, outros mais longínquos,
mas todos vizinhos de alguma forma.
Porque não vizinhos de País?
Se entre ambos só existe a imaginária linha,
traçada por batalhas ancestrais pela posse da terra,
ou mesmo, pelos legisladores actuais que,
num simples mapa, traçam o futuro de vizinhos,
por uma lógica de possessão e domínio,
traíndo tantas boas vizinhanças, que se reproduzem,
tantas vezes, em profundos laços familiares.
Vizinhos e familiares traçados pela vida,
pela coexistência da proximidade,
não pelo traço imaginário em qualquer mapa do mundo,
mas pelo traço sagrado do mapa da vida.
